DETROIT, 14 de julho de 2008 - A Ford Motor abriu um processo contra os Estados Unidos, exigindo US$ 445,3 milhões em juros sobre o pagamento a maior do imposto de renda. Os pagamentos a maior ocorreram de 1983 a 1989 e em 1992 e 1994, disse a Ford em processo aberto sexta-feira em um tribunal de Detroit. A cifra de US$ 445,3 milhões corresponde aos juros acumulados a partir do dia 30 de abril, de acordo com a ação.
A fabricante de veículos quer "juros devidos à Ford sobre pagamentos a maior para cada um dos anos e às vezes múltiplos pagamentos a maior", disse o advogado Richard Zuckerman, que representa a Ford. A companhia também vai exigir juros acumulados adicionais depois de abril, disse. "É juro sobre juro e assim por diante."
A Ford tomou essa decisão depois que negociações com o US Internal Revenue Service sucumbiram no ano passado, disse Zuckerman. Anthony Burke, porta-voz do IRS, negou-se a comentar. "Grandes companhias como a Ford estão sob auditoria contínua do IRS, e essas auditorias podem levar anos", disse Zuckerman.Para assegurar de que não estejam pagando menos impostos, o que as faria correr o risco de sofrer penalidades substanciais em relação aos juros, as companhias fazem depósitos com o IRS, disse Zuckerman. Qualquer pagamento a maior é retornado às companhias. Há uma controvérsia entre a Ford e o governo em relação a quando esses depósitos começaram a acumular juros, disse Zuckerman.
A reclamação chega em um momento em que Ford tenta deter as perdas e restabelecer o crescimento das vendas. A fabricante de veículos, sediada em Dearborn, Michigan, perdeu US$ 15,3 bilhões nos últimos dois anos e em maio retrocedeu em relação ao seu objetivo de voltar a lucrar em 2009.
Depois do dia 31 de março, a Ford apresentou uma liqüidez total de US$ 40,6 bilhões, o que incluiu US$ 28,7 bilhões em dinheiro e US$ 11,9 bilhões de linhas de crédito automotivas. A companhia disse no dia 20 de junho que seus desembolsos de caixa de 2007 a 2009 seriam piores que o cálculo anterior de US$ 14 bilhões, sem dar uma cifra. (Bloomberg News - Gazeta Mercantil)
Nenhum comentário:
Postar um comentário