Desabrigados do terremoto na Itália celebram Páscoa nas tendas 12/04/09 - 14h16 - Atualizado em 12/04/09 - 14h15
Roma, 12 abr (EFE).- Os quase 40 mil desabrigados por causa do terremoto que assolou a região de Abruzzo comemoraram a Páscoa nas 32 "tendópolis" - acampamentos de tendas de campanhas - colocadas em L'Aquila junto com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, enquanto vários tremores de terra foram registrados hoje.
Em meio ao frio, à falta de móveis e utensílios e à tristeza por terem perdido suas casas e objetos queridos, os desabrigados celebraram a Páscoa, uma das festas mais tradicionais entre os italianos.
Todo o país se voltou para a tragédia e Berlusconi assistiu à missa celebrada pelo arcebispo de L'Aquila, Giuseppe Molinari, em uma esplanada do quartel da Guarda de Finanças, e depois almoçou com os desabrigados em uma tenda de campanha.
Molinari, a quem o papa Bento XVI enviou uma quantia de dinheiro não especificada para ajudar os desabrigados, pediu a Berlusconi que mantenha as promessas. O premiê italiano disse que tirará as pessoas das tendas de campanha o mais rápido possível.
Berlusconi, disse hoje em L'Aquila que, em um prazo de dois meses, estarão acabadas as certificações de habitabilidade dos edifícios atingidos pelo terremoto e os desabrigados cujas casas não apresentarem problemas poderão começar a voltar para casa.
O premiê, que disse que está disposto a voltar todos os dias a L'Aquila enquanto for necessária sua presença, afirmou que o Executivo "fará tudo o necessário para tirar as pessoas das tendas de campanha, para que voltem para casa".
O chefe do Governo italiano disse que a primeira fase de "emergência" foi dada por concluída e agora começa o período da reconstrução, e que já foram avaliados 1,049 mil edifícios, entre eles 25 escolas, para permitir que os estudantes voltem o mais rápido possível aos centros.
O Governo estuda novas medidas a favor dos desabrigados, entre elas que os italianos possam destinar 0,5% de sua declaração do imposto de renda para ajudar os "terremotati", como as vítimas são chamadas. Também estuda outras medidas de alívio fiscal.
Bento XVI também pronunciou hoje palavras de apoio às vítimas, e incentivou os italianos, "todos juntos", à reconstrução.
O papa também enviou vários ovos de Páscoa para as crianças das "tendópolis".
Hoje, em prol dessa normalidade que todos desejam, os desabrigados comeram cordeiro e outras comidas típicas da Páscoa no país.
Neste dia, no qual não há mais buscas de vítimas, morreu uma das 150 pessoas que ficaram gravemente feridas, um homem de 59 anos, e com isso sobe para 294 o número de mortos por causa do terremoto de 5,8 graus na escala Richter que atingiu a região na segunda-feira passada, arrasando L'Aquila e algumas localidades próximas.
O homem morreu em um hospital de Téramo, o mesmo onde se encontra entre a vida e a morte Eleonora Calesini, retirada dos escombros na quarta-feira passada, após 42 horas presa nas ruínas.
Também hoje, foram enterradas seis pessoas, que morreram nestes últimos dias.
Depois que tudo parece indicar que não há mais mortos sob os escombros, começou a investigação, por ordem da Procuradoria de L'Aquila, sobre o motivo de tantos desabamentos e se isso foi causado por uma má construção, sem o respeito às normas contra terremotos.
Os primeiros controles já foram feitos na Casa do Estudante - onde morreram oito jovens - e no Hospital San Salvatore.
O jornal "Corriere della Sera" publica hoje que as suspeitas sobre anomalias nas construções tornaram-se realidade e os peritos nomeados pelo procurador descobriram que os pilares foram fabricados com uma quantidade de ferro menor que a determinada pela norma, e, por isso, não resistiram ao tremor da madrugada da segunda-feira.
Segundo os peritos, se as regras antissísmicas tivessem sido respeitadas, o número de edifícios que desabaram teria sido menor, assim como o de mortos.
Os edifícios destruídos ou inabilitados para moradia são de, segundo números provisórios da Defesa Civil citados pelo "Corriere della Sera", entre 38 mil e 60 mil entre L'Aquila e outras localidades atingidas.
O procurador de L'Aquila, Alfredo Rossini, disse hoje que, se ficar provado que os construtores usaram areia de praia - que custa muito menos, mas que, devido às impurezas e ao cloreto, corrói o ferro - serão detidos imediatamente.
Enquanto as investigações prosseguem, a terra voltou a tremer e foram registrados hoje dois terremotos de 3,1 graus na escala Richter, com epicentro entre L'Aquila, Pizzoli e Collimento. EFE
Roma, 12 abr (EFE).- Os quase 40 mil desabrigados por causa do terremoto que assolou a região de Abruzzo comemoraram a Páscoa nas 32 "tendópolis" - acampamentos de tendas de campanhas - colocadas em L'Aquila junto com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, enquanto vários tremores de terra foram registrados hoje.
Em meio ao frio, à falta de móveis e utensílios e à tristeza por terem perdido suas casas e objetos queridos, os desabrigados celebraram a Páscoa, uma das festas mais tradicionais entre os italianos.
Todo o país se voltou para a tragédia e Berlusconi assistiu à missa celebrada pelo arcebispo de L'Aquila, Giuseppe Molinari, em uma esplanada do quartel da Guarda de Finanças, e depois almoçou com os desabrigados em uma tenda de campanha.
Molinari, a quem o papa Bento XVI enviou uma quantia de dinheiro não especificada para ajudar os desabrigados, pediu a Berlusconi que mantenha as promessas. O premiê italiano disse que tirará as pessoas das tendas de campanha o mais rápido possível.
Berlusconi, disse hoje em L'Aquila que, em um prazo de dois meses, estarão acabadas as certificações de habitabilidade dos edifícios atingidos pelo terremoto e os desabrigados cujas casas não apresentarem problemas poderão começar a voltar para casa.
O premiê, que disse que está disposto a voltar todos os dias a L'Aquila enquanto for necessária sua presença, afirmou que o Executivo "fará tudo o necessário para tirar as pessoas das tendas de campanha, para que voltem para casa".
O chefe do Governo italiano disse que a primeira fase de "emergência" foi dada por concluída e agora começa o período da reconstrução, e que já foram avaliados 1,049 mil edifícios, entre eles 25 escolas, para permitir que os estudantes voltem o mais rápido possível aos centros.
O Governo estuda novas medidas a favor dos desabrigados, entre elas que os italianos possam destinar 0,5% de sua declaração do imposto de renda para ajudar os "terremotati", como as vítimas são chamadas. Também estuda outras medidas de alívio fiscal.
Bento XVI também pronunciou hoje palavras de apoio às vítimas, e incentivou os italianos, "todos juntos", à reconstrução.
O papa também enviou vários ovos de Páscoa para as crianças das "tendópolis".
Hoje, em prol dessa normalidade que todos desejam, os desabrigados comeram cordeiro e outras comidas típicas da Páscoa no país.
Neste dia, no qual não há mais buscas de vítimas, morreu uma das 150 pessoas que ficaram gravemente feridas, um homem de 59 anos, e com isso sobe para 294 o número de mortos por causa do terremoto de 5,8 graus na escala Richter que atingiu a região na segunda-feira passada, arrasando L'Aquila e algumas localidades próximas.
O homem morreu em um hospital de Téramo, o mesmo onde se encontra entre a vida e a morte Eleonora Calesini, retirada dos escombros na quarta-feira passada, após 42 horas presa nas ruínas.
Também hoje, foram enterradas seis pessoas, que morreram nestes últimos dias.
Depois que tudo parece indicar que não há mais mortos sob os escombros, começou a investigação, por ordem da Procuradoria de L'Aquila, sobre o motivo de tantos desabamentos e se isso foi causado por uma má construção, sem o respeito às normas contra terremotos.
Os primeiros controles já foram feitos na Casa do Estudante - onde morreram oito jovens - e no Hospital San Salvatore.
O jornal "Corriere della Sera" publica hoje que as suspeitas sobre anomalias nas construções tornaram-se realidade e os peritos nomeados pelo procurador descobriram que os pilares foram fabricados com uma quantidade de ferro menor que a determinada pela norma, e, por isso, não resistiram ao tremor da madrugada da segunda-feira.
Segundo os peritos, se as regras antissísmicas tivessem sido respeitadas, o número de edifícios que desabaram teria sido menor, assim como o de mortos.
Os edifícios destruídos ou inabilitados para moradia são de, segundo números provisórios da Defesa Civil citados pelo "Corriere della Sera", entre 38 mil e 60 mil entre L'Aquila e outras localidades atingidas.
O procurador de L'Aquila, Alfredo Rossini, disse hoje que, se ficar provado que os construtores usaram areia de praia - que custa muito menos, mas que, devido às impurezas e ao cloreto, corrói o ferro - serão detidos imediatamente.
Enquanto as investigações prosseguem, a terra voltou a tremer e foram registrados hoje dois terremotos de 3,1 graus na escala Richter, com epicentro entre L'Aquila, Pizzoli e Collimento. EFE
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