04/03/2011 - 09h07 MP que corrige tabela do IR deve passar sem problemas no Congresso IMPOSTO DE RENDA 2011 FALTAM 56 DIAS
SÃO PAULO – O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vacarezza (PT-SP), acredita que a Medida Provisória que deve corrigir a tabela do Imposto de Renda em 4,5% não passará por dificuldades pelo Congresso Nacional, como ocorreu com o projeto que reajustava o salário mínimo.
Para o parlamentar, a negociação da questão junto à base governista será tranquila. “É natural que, até tomarmos uma decisão, a base governista discuta”, disse, segundo a Agência Câmara. “Nós vamos chegar a um bom termo, mas, nesta questão, não deveria haver muito debate, porque é um ponto pacífico”, completou.
Vacarezza salientou ainda que a correção deve mesmo ficar em torno de 4,5% - em linha com o centro da meta de inflação. “E é o que o País pode fazer”, disse.
Correção
Para corrigir a tabela do Imposto de Renda, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que talvez seja preciso fazer novos cortes no Orçamento da União ou mesmo aumentar algum imposto.
A correção não está na lista do pacote de corte de cerca de R$ 50 bilhões detalhado na última semana pelo Governo. Contudo, para manter esse percentual, o ministro afirmou que será preciso fazer ajustes nas contas.
“Nós vamos reajustar a tabela, mas vamos ter que fazer os cálculos”, disse o ministro, segundo a Agência Brasil. Pelas contas de Mantega, com a correção, o Governo deixará de arrecadar em torno de R$ 1,6 bilhão.
“Temos de achar a fonte para essa nova despesa. Então, ou a gente faz um ajuste em algum tributo ou fazemos nova redução de despesa”, afirmou.
Salário mínimo e juros
O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de 2010, que registrou crescimento de 7,5%, agradou Vacarezza. Para ele, com esse crescimento da economia, o salário mínimo ficará em torno de R$ 613 a R$ 615 em 2012.
“O resultado do PIB eu vejo como um passo dentro da grande caminhada para construirmos a primeira potência mundial do Hemisfério Sul”, afirmou, ainda segundo a Agência.
Quanto ao aumento da taxa básica de juros, que agora está em 11,75% ao ano, o parlamentar rebateu as preocupações da oposição. “O Brasil vem ganhando importância política e econômica. Hoje, estamos com uma taxa de juros alta e todos queremos baixá-la, mas o Banco Central é independente e controla os juros para que o Brasil cresça sem trazer junto a inflação”, completou.
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