Oposição quer impedir aprovação de incidência de IR na poupança Governo anunciou que vai cobrar imposto sobre aplicações acima de R$ 50 mil, mas proposta ainda deve ser analisada por Congresso
InfoMoney
13 maio 2009
SÃO PAULO - Logo após o anúncio do governo de que as aplicações em caderneta de poupança acima de R$ 50 mil serão tributadas, a oposição afirmou que promete brigar para derrubar a proposta, que ainda será analisada pelo Congresso.
O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que o partido vai lutar de todas as formas para impedir a aprovação da medida. "Tributar mais ainda a sociedade brasileira não é bom, não é o caminho correto e não terá, de forma nenhuma, nosso apoio", afirmou, segundo a Agência Brasil.
O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), afirmou que é normal, em vários países, que todos os investimentos se adequem a um cenário de queda da taxa de juros. "O que não podemos aceitar é a postura de alguns líderes de oposição de criarem pânico na população, dizendo que vai haver o que houve no passado com a poupança", completou, fazendo referência ao confisco da poupança do governo Collor, na década de 90.
Alterações
O ministro da Fazenda, junto ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou que, por conta da rentabilidade dos fundos estar muito próxima da registrada na caderneta de poupança, haverá mudança na cobrança de Imposto de Renda para ambos os investimentos.
Na poupança, será tributado o montante que exceder os R$ 50 mil, a partir do ano que vem. "Se a Selic tiver no intervalo de 10% a 10,50% ao ano, o imposto de renda incidirá sobre 20% do rendimento".
No caso dos fundos de investimento, ele afirmou que, se a taxa básica cair de 10,25% ao ano para 9,25% ao ano, o IR sobre os fundos terá de cair 7,5 pontos percentuais, passando de uma alíquota de 22,5% para 15%.
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