Como calcular o ganho líquido de um assalariado
Uma pergunta que todo assalariado se faz em algum momento é o quanto ele ganha de verdade, a cada mês. Afinal, a informação do salário bruto é menos relevante para ele do que o quanto ele efetivamente leva para casa quando o mês acaba. Apresentamos aqui como calcular o líquido mensal com o IR retido a cada mês. Mas não se pode esquecer que a declaração de IRPF anual faz um ajuste de contas com o IR pago ao longo do ano.
A primeira coisa que precisa ser feita é o cálculo da contribuição do empregado para o INSS. Neste momento de 2011 (novembro), a contribuição é de (1) 8% do salário para quem ganha até R$1.107,52, (2) 9% para quem ganha entre R$1.107,53 e R$1.845,87 e (3) 11% para salários entre R$1.845,88 e R$3.691,74. Acima disso, a contribuição fica limitada ao teto de 11% de R$3.691,74, ou seja, R$406,09.
Depois disso, calcule o IR do mês da seguinte forma. Do salário bruto, subtraia os descontos dedutíveis de IR, começando pela própria contribuição do empregado para o INSS. Além disso, pode ser deduzido um valor fixo por dependente (em 2011, R$157,47 para cada um) e pensão alimentícia descontada na fonte em função de uma decisão judicial ou de um acordo aprovado judicialmente. Note que estas duas últimas deduções são vão ser consideradas pelo seu empregador se você combinar com ele.
O valor resultante destas subtrações a partir do salário bruto é chamado de base de cálculo de IR (BC). Sobre ela, calcule o IR da seguinte forma: (a) R$0,00 para BC até R$1.566,61, (b) 7,5% BC – R$117,50 quando ela está entre R$1.566,62 e R$2.347,85, (c) 15% BC – R$293,58 quando ela está entre R$2.347,86 e R$3.130,51, (d) 22,5% BC – R$528,37 quando ela está entre R$3.130,51 e R$3.911,63 e, finalmente, (e) 27,5% BC – R$723,95 para valores acima de R$3.911,63.
Depois disso, o cálculo do líquido vira uma subtração simples: salário bruto – contribuição para INSS – IR mensal – pensão alimentícia descontada na fonte (se aplicável) – demais descontos do empregador (se aplicáveis). Os demais descontos se referem às retenções combinadas com a fonte pagadora. Elas nem sempre existem. O mais comum, quando existem, é uma parcela do vale-transporte e parte do plano de saúde.
Como um exemplo simples, considere uma pessoa que ganha bruto R$4.000 e que não tem dependentes nem paga pensão alimentícia. O que ela efetivamente ganha no mês cai para R$3.313,65, caso não haja mais nenhum desconto acordado com o empregador. Infelizmente, trata-se de uma redução razoável.
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